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Translucência Nucal- Morfológico de 1o. trimestre


MARCADORES ULTRASSONOGRAFICOS FETAIS  NO  1 TRIMESTRE
 
 
 
1) TRANSLUCÊNCIA NUCAL (TN):
 
 
            Foi observado, há mais de 20 anos, que o estudo da Translucência nucal (TN), tem relação com os fetos portadores de Síndrome de Down, ainda no primeiro trimestre.
            É um exame ultrassonográfico, que avalia uma coleção líquida atrás do pescoço e sob a pele fetal.
            Este exame é realizado entre 11 e 13+6 semanas, ou com o comprimento fetal (Comprimento Cabeça Nádega CCN) entre 45mm e 85mm.
            Com a mensuração da TN isolada, o risco detectável para um feto sindrômico foi de 80% de chance de comprometimento, considerando falso-positivo de 5%. Hoje com novos estudos ultrassonográficos e bioquímicos no primeiro trimestre, podemos aumentar a taxa de porcentagem para detecção para 95% e com falso positivo para apenas 3%.
            A TN alterada está relacionada com defeitos cardiovasculares, displasias esqueléticas, doenças pulmonares, infecções, distúrbios hematológicos e metabólicos.
            Após o diagnósticos de TN aumentada, o próximo passo é avaliar o feto com outros marcadores fetais (Osso Nasal*, Ângulo Facial*, Regurgitação Tricúspide*, Doppler do Ducto Venoso*) o mais rápido possível, para distinguir entre fetos normais e anormais.
            Embora a TN esteja relacionada com anomalias fetais e com a morte fetal, a maioria dos fetos sobrevivem e evoluem bem.
            Questione e tire dúvidas sobre a TN com seu médico, na primeira consulta do pré-natal
 
2) OSSO NASAL (ON)*
 
 
            A medida do ON é um exame realizado no primeiro trimestre ( entre 11 e 13+6 semanas). A hipoplasia ou ausência do ON neste exame, está relacionado com maior risco de fetos com Síndrome de Down e outras anormalidades.
            Com a ausência do ON associado com a TN , aumenta a probabilidade do feto ser sindrômico.
            Na Síndrome de Patau (Trissomia 13), Síndrome de Edwards (Trissomia 18) e a Síndrome de Down (Trissomia 21), o Osso Nasal está ausente em 40, 50 e 60% respectivamente.
 
 

3) ÂNGULO FACIAL*
 
 
            O Ângulo Facial só é examinado, quando há um risco intermediário de fetos com suspeitas de síndromes. Após os exames alterados de TN, ON e outros.
            Com a associação de outros marcadores fetais, o  Anglo Facial combinado com TN, ON melhoram o desempenho e aumentam a taxa de detecção de 90 para 94% e diminui a taxa de falso positivo de 3 para 2,5%.
            O Ângulo Facial está acima do percentil 95 em Fetos Euploides com 5% e nas Trissomia 13, 18 e 21, o Anglo Facial está em 45, 55 e 55% respectivamente.
 

 
4) REGURGITAÇÃO TRICÚSPIDE (RT)*
 
 
            O exame da RT é a avaliação do fluxo de sangue pela válvula cardíaca fetal, encontrada entre o ventrículo direito e o átrio direito. Quando há um retorno do fluxo de sangue através da válvula tricúspide, existe a chance de fetos com Síndrome de Down e mal formações cardíacas.
            Assim como o Ângulo Facial, a avaliação da RT associado com a TN, ON e exames bioquímicos melhoram o desempenho e aumentam a taxa de detecção de 90 para 95% e diminui a taxa de falso positivo de 3 para 2,5%.
            A RT é observado nas gestações de primeiro trimestre (entre 11 e 13+6 semanas) e em fetos cuja a TN está aumentada.
            É encontrada a RT em 1% dos fetos Euploides e 30, 30 e 55% nas Trissomias 13,18 e 21 respectivamente.
 
          
5) DOPPLER DO DUCTO VENOSO (DV)*
 
 
            O Ducto Venoso é um pequeno vaso arterial que comunica a Veia Umbilical e a Veia Cava Inferior. E seu papel é de extrema importância, pois leva o sangue oxigenado para o cérebro, fígado e coração fetal.
            O exame de Doppler DV é realizado no primeiro trimestre de gestação (entre 11 e 13+6 semanas) que mede o fluxo de sangue que passa pelo DV, através do Doppler, e melhora o desempenho do rastreamento para cromossomopatias, e também ajuda na avaliação de mal formações cardíacas fetais e morte fetal.
            A alteração do fluxo, pelo Doppler no DV,  associados com TN, ON, RT e exames bioquímicos, aumentam a taxa de detecção de 90 para 95% e falso positivo de 3 para 2,5%.
            Nos fetos Euploides a taxa de detecção é de 3%, quando o DV está alterado. E nas Trissomias de 13, 18 e 21 a taxa de detecção é 55, 55 e 65%.
 
 
6) DOPPLER DAS ARTÉRIAS UTERINAS:
 
 
            Até o momento não há um exame específico para a Pré-eclâmpsia (PE), sendo esta uma grande causa de morbidade e mortalidade (fetal e materna). Existe um grande desafio de identificar precocemente a PE e evitar suas complicações.
            Sabe-se hoje, que a PE e o Crescimento Restrito Intra Útero (CIUR) está diretamente relacionada com a implantação da placenta ao útero.
            Exames combinatório de COLOR DOPPLER DAS ARTÉRIAS UTERINAS, realizado no primeiro trimestre ( entre 11 e 13+6 semanas),  com idade materna, exames bioquímicos,  e pressão arterial média materna, pode identificar uma alta proporção de gestante com alto risco de PE e CIUR.
            Esta identificação precoce para PE e CIUR ajuda a orientar a paciente sobre atividades físicas, cuidados na nutrição e tratamento medicamentos profilático com doses baixas.